quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Esclarecimentos

Dada a quantidade de mensagens enviadas gostaríamos de prestar alguns esclarecimentos acerca de algumas posições por nós defendidas e outras que por nós o poderão ser também com a vossa contribuição:

SINDICATO – Penso ser unanime consideramos o Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa um aliado de peso na nossa luta. Poderemos pontualmente discordar de algumas posições, mas temos como certo que o sindicato tem de ser envolvido em toda esta situação. Esse envolvimento, como é óbvio, também parte de nós, daí ser impreterível a cooperação de todos com a mais representativa estrutura sindical da CML.
Desde já se apela a que seja assinado por todos, incluindo funcionários do "quadro", a petição promovida pelo STML que está a circular nos serviços da CML.

O TEMPO DE SERVIÇO – Na verdade, penso que todos concordamos que o tempo de serviço não significa necessariamente zelo e competência da parte de alguns contratados. Todos sabemos que existem mecanismos bem peculiares nesta casa que tendem a arrastar no tempo as situações mais escandalosas.

Tivemos conhecimento de um arquitecto que trabalha como avençado nesta casa (mais precisamente na DMGU) há mais de dez anos, com um contrato de avença. Mas, acreditem ou não, no serviço ninguém o conhece porque, ao que se sabe, o senhor apenas se dirige às instalações para deixar o “recibo verde” à secretária de um director. O que queremos dizer com esta pequena história é que as verdadeiras avenças existem mas, como se vê, há algumas em que se desconhece se as pessoas fazem na verdade trabalhos para a Câmara que justifiquem o seu contrato e o seu vencimento, independentemente dos anos em que situações destas se arrastam.

Convém ainda acrescentar que a questão do tempo de serviço, apesar dos estranhos casos de negligência e desleixo dos dirigentes, é um indicador vital para se perceber que se as pessoas cá estão há tanto tempo é porque fazem falta. O caso da colega com dez anos de casa despedida na semana passada da Polícia Municipal é um exemplo disso mesmo: trata-se de uma trabalhadora que cumpria horários, tinha subordinação hierárquica e, mais a mais, já tinha passado por vários serviços da CML (a julgar pelo e-mail que recebemos de uma colega identificada). Se não demonstrasse competência provavelmente teria sido já dispensada por qualquer dos outros executivos passados. Apesar de reconhecermos que há quem tenha um pouco mais que estrelinha de sobrevivência aqui na CML...

A QUESTÃO DOS NÚMEROS – Reconhecendo que na publicação passada não fomos muito claros quanto à incongruência dos números de trabalhadores precários apresentados por António Costa, passamos a explicar:

Na entrevista publicada no Diário de Notícias de domingo passado, o Presidente da CML dizia terem sido denunciados 127 contratos com prestadores de serviços, restando ainda 938 “recibos verdes” na CML. Antes disso, frisava que o número total de trabalhadores era 1 038. Se a adição não falhar temos que 938 mais 127 são 1065 e não 1038 como o número que surgiu apresentado em quase toda a imprensa e pelo próprio Presidente.

Afinal em que ficamos? Há aqui uma incerteza de números que se configura perigosa. Mais a mais, a relação destes números com aqueles que eram apresentados pelo anterior executivo lançam ainda mais dúvidas. Não esqueçam que o quadro de direito privado englobava 1278 vagas. Houve assim tanta gente a conseguir entrar em concursos ou a abandonar o barco?

O BLOG SÓ ACABA SE ANTÓNIO COSTA FIZER JUSTIÇA – E entendemos por fazer justiça a abertura de vagas nos quadros da Câmara Municipal de Lisboa para quem dá dia após dia o seu esforço e a sua dedicação à CML, sua entidade empregadora.

Pensamos deixar assim, mais uma vez, resposta a quem continua a acusar o blog de se limitar a promover uma campanha contra José Sá Fernandes.

A REVELAÇÃO DE NOMES – Pelo calibre do poder instalado na CML, um blog como este representa riscos, nomeadamente o de colocar o emprego das pessoas em causa.

Se atenderem à apresentação que fizemos do blog sabem que vamos continuar a manter o anonimato de quem nos contactar via e-mail com situações e casos que estejam a ocorrer nos serviços. Foi precisamente isso que fizemos na publicação “Um caso a condenar”. Podemos acrescentar que a situação se passou numa das divisões do Departamento de Educação e Juventude não estando por isso a cometer qualquer inconfidência. Quem nos escreveu relatando o caso não apontou nomes por isso também nós desconhecemos quem terá agido daquela maneira. Claro que se alguém quiser acrescentar mais alguma coisa pode fazê-lo nos comentários que são completamente livres e não filtrados.
REUNIÃO - Pedimos desculpas aos divulgadores de uma reunião que terá acontecido hoje no Campo Grande com os "recibos verdes", mas não nos foi possível aceder ao correio electrónico ao longo do dia. Solicitamos que nos vão mantendo informados com alguma antecedência para que possamos divulgar as iniciativas. Agradecemos também se nos quiserem comunicar os resultados tidos na reunião e frisar mais uma vez que não tivemos conhecimento da sua realização atempadamente.

Continuem a contribuir com a vossa participação. Esta luta é de todos nós! Obrigado.

8 comentários:

Anónimo disse...

Quando é que as denúncias dos casos mais ou menos escandalosos começam a referir nomes ??
É que sem nomes acaba por continuar a ser um diz-que-disse.

EQUIPA LISBOA EM ALERTA disse...

Ao anónimo

Penso que talvez seja útil leres com atenção a publicação que fizémos para o perceberes. Não se pode colocar as pessoas, as fontes em risco. Nós presumimos que haja seriedade da parte de todos para que o tempo dedicado a este blog por quem o faz não esteja a ser gasto com mentiras ou boatos.
Pelo menos e até ver vamos partir desse princípio.

Ze Cantoneiro disse...

Em vez das vagas no quadro privativo (pior para os trabalhadores a TODOS os níveis) havia que contabilizar (somando a essas) as vagas livres no quadro da Função Pública.

Anónimo disse...

ihupyEsses nº têm de ser discutido com o DGRH. Será que lá alguem sabe fazer contas?
O caso desse arquitecto n é unico na camara, porque à mais gente assim. Eu chamo-os de LADRÔES.
dps são as mulheres grávidas e famílias inteiras que são corridas daqui.

ALERTA disse...

Vamos a falar de coisas sérias:
Qdo o sr.ºcosta diz que despesas com pessoal teem k ser reduzidas e assessores a "mamarem" (desculpem mas é mmo asssim)3950e por mês continuam a entrar acreditamos em quem afinal?
Anónimo com mto conhecimento.
Força
Cá estamos e estaremos

Anónimo disse...

O que o xatoo diz é facto muito antigo na CML
Todos funcionário da antiga DMAC sabiam da empresa do director do DAU Eng João Rodrigues em sociedade com o chefe da divisão de obras (DO)e de um primo do primeiro, encarregado de obras

PS: Este é um caso verdadeiro sr Presidente e esta como director deste departamento á mais de 20 anos

Anónimo disse...

Sr presidete ê a volta todos os serviço e ão acredte em tdos os directores..
Se assim o fizr apenas qe criar mais instablidade nos serviços, porue o fubcionarios ão se sentem seguros eivado + aperseguiçção meu caro

Anónimo disse...

Sr presidete dê a volta todos os serviço e não acredte em todos os directores..
Se assim o fizr apenas vai criar mais instablidade nos serviços, porue os fubcionarios não se sentem seguros deivado 'a aperseguiçção meu caro