quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Um testemunho

Esta é a reprodução de um e-mail chegado ontem. Pensamos que vale a pena lê-lo e publicá-lo pois foi enviado por uma funcionária dispensada ao abrigo do plano de saneamento.
Caros Colegas,
Sou mais uma da lista dos 125 ou 127.
Estou na CML desde Junho 2000. Entre muitas histórias desde a reestruturação de 2002/2003 rescindiram-me o meu contracto a Setembro de 2005. Pus a CML em tribunal e ficou provado que o meu contrato de avença era um contrato de trabalho disfarçado mas não ficou provado que o agregado familiar (eu, meu marido que também é funcionário da CML e duas filhas agora de 4 e 5 anos) não necessitava do meu ordenado para se manter. Imagem empréstimo para habitação e pagamento mensal da creche (como por acaso elas não entraram na creche da câmara - fiquei mais tarde a saber que também era por cunhas) vindo de um só ordenado mais a deslocação para Lisboa uma vez que não moramos cá. O advogado na altura perguntou se era possível conseguir outro contrato. Depois de muita ajuda por parte de alguns colegas do quadro já com alguma idade, fizeram-me novo contrato por três meses noutro departamento. Ficou renovado passado 6 meses. Claro que pagaram a remuneração mensal com todos esses meses de atraso. Após isso, um colega perguntou-me se estava interessada em trabalhar num grupo de trabalho em que tinha trabalhado inicialmente (de 2000 a 2003). Aceitei mas isso meteu mais trabalhos entre os directores municipais dos dois departamentos (aquele em que eu estava e o outro que queria que eu fosse para lá). Tive que solicitar á Vereador do departamento em que estava a rescisão do contrato a favor do outro departamento. Foi aceite. E o ordenado sempre em atraso. Entretanto fiz o trabalho mas sempre com a chantagem de se não cumprisse os prazos o contrato era rescindido. Fiz o trabalho e ficaram com ele e esperei que me distribuíssem mais trabalho. Desfizeram o grupo (á excepção do coordenador amiguissimo do director) e fui parar a uma divisão na qual o chefe de divisão não me aceitava de bons olhos. passaram-se 10 meses. Pelo trabalho que fiz este Chefe de Divisão reconheceu o meu empenho e ficou surpreso da "prenda" do director que quis pessoalmente dizer-me que "tinha muita pena mas que não era uma questão pessoal" e mais coisas assim além de não se importar de me fazer "uma carta de recomendação" (tudo isto refinado com um sorriso) .
Resumindo. Não vale a pena, que gosta e quer trabalhar, ficar num empresa (porque é o que a CML se está a transformar) e desgastarmo-nos a cabeça todos os 6 meses a ver quando é que nos põem fora (juntando os concursos abertos durante dois anos e que depois são anulados). Temos que fazer valer os nosso direitos de nos indemnizarem e termos direito a subsidio de desemprego. Paralelamente a termos, cada um, advogado ou não, penso que termos juntar para um mesmo objectivo.
Resumindo. Não vale a pena, que gosta e quer trabalhar, ficar num empresa (porque é o que a CML se está a transformar) e desgastarmo-nos a cabeça todos os 6 meses a ver quando é que nos põem fora (juntando os concursos abertos durante dois anos e que depois são anulados). Temos que fazer valer os nosso direitos de nos indemnizarem e termos direito a subsidio de desemprego. Paralelamente a termos, cada um, advogado ou não, penso que termos juntar para um mesmo objectivo.
Trabalhadora identificada

3 comentários:

Alerta Vermelho disse...

O problema é mmo esse colega. O facto dos boys continuarem a entrar e indiscriminadamente situações como a sua ( e demais)serem tratadas da maneira como foram pelo Sr.º costa e sua corja.
Força.
Cá estaremos.

Anónimo disse...

O que o xatoo diz é facto muito antigo na CML
Todos funcionário da antiga DMAC sabiam da empresa do director do DAU Eng João Rodrigues em sociedade com o chefe da divisão de obras (DO)e de um primo do primeiro, encarregado de obras

PS: Este é um caso verdadeiro sr Presidente e esta como director deste departamento á mais de 20 anos

Anónimo disse...

Viva Sr.ª Arq Gisela...